Seja um protagonista ao nosso lado!

Para começar eu gostaria de contar uma estória – uma estória sobre uma menina chamada Poliana. Todos os anos, os missionários da igreja recolhiam objetos usados para entregar como presente aos pobres, no Natal. Poliana esperava ganhar uma boneca, mas, ao invés disso, ganhou um par de muletas. Antes que ela pudesse ficar triste, seu pai aproveitou o momento para lhe ensinar um jogo – o Jogo dos Contentes – que era assim: sempre que Poliana se deparasse com uma adversidade, ela iria procurar o lado bom das coisas. Poliana parou, pensou e concluiu que ela poderia ficar feliz porque ela tinha pernas, podia andar, e não precisaria das muletas.

Mas aos 11 anos, Poliana perde os pais e vai morar com uma tia rabugenta que não lhe trata bem. Apesar disso, com a sua filosofia de sempre ver o melhor lado das coisas, ela acaba mudando a vida das pessoas daquela cidade. Um dia, o seu otimismo é posto à prova. Ela é atropelada por um carro. E ela sofre uma lesão que a deixa totalmente paralítica, e termina não encontrando nenhum motivo para ficar feliz. Foi quando as pessoas da cidade começaram a procurá-la para lhe dizer o quanto ela era importante para elas. Reanimada, Poliana retoma o Jogo e se contenta com o fato de não ter perdido as pernas, apesar de não poder andar. Eis que sua tia, também mudada, a envia para um novo tipo de cirurgia, e Poliana volta a andar – sem precisar das muletas!

O que esta estória nos ensina é que o otimismo e a ajuda ao próximo podem trazer a paz e a boa vontade entre as pessoas. E coincidentemente, a busca da paz e boa vontade também é a missão do Rotary. E foi com esse espírito, que em 1985, o Rotary lançou o programa Pólio Plus e começou a combater a paralisia infantil. A paralisia infantil é uma doença contagiosa causada por um vírus e é transmitida de pessoa a pessoa. As vítimas em sua maioria são crianças pequenas, que ficam paralisadas, às vezes da cintura para baixo, ou do pescoço para baixo; e às vezes a respiração fica paralisada, e muitas acabam morrendo por não poder respirar.

Quando vocês foram convidados para esta festa beneficente em prol da erradicação da pólio, muitos devem ter ficados surpresos: mas essa doença ainda existe? Outros devem ter pensado: mas se há tão poucos casos, porque não parar? A resposta é que se não acabarmos com ela, a doença pode voltar. O Brasil teve o último caso em 1989, por isso não vemos muitas pessoas sequeladas pela pólio. Mas se formos à África, ou ao Sudeste da Ásia, à Índia, ao Paquistão, iremos ver uma legião de jovens mendigando, com as pernas contorcidas pela pólio, se arrastando pelo chão.

No ano em que começamos o programa aconteceram 350.000 casos de paralisia em 125 países. Porém, em 2015 temos até agora apenas 24 casos no Paquistão e 3 no Afeganistão. O número de casos nunca esteve tão baixo assim, em toda história. E se tudo der certo, dentro de 1 ano veremos o último caso da doença no mundo. Mas até que isso ocorra, e tenhamos certeza disso, precisamos continuar vacinando todas as crianças do planeta. E isso não é fácil.

Algéria, Senegal, Guiné Bissau, Mali, Costa do Marfim, Niger, Chade, Camarões, Congo, Angola, Namíbia, Zâmbia, Etiópia, Somália, Uganda, Tanzânia, Ucrânia, Turquia, Síria. Não, essa não é a relação dos países que irão participar das Olimpíadas. Esses são alguns dos países, que apesar não terem a doença, têm crianças que nasceram e nunca foram vacinadas. Ao todo são 2 milhões e 700 mil crianças, e cada uma delas corre o risco de contrair o vírus da pólio, enquanto não acabarmos com a doença. Por isso a sua contribuição é importante.

Se a doença acabar no ano que vem, terão sido 30 anos desde que o Rotary começou, o que não é muito se pensarmos que não haverá mais crianças paralíticas, não haverá mais sofrimento, e não haverá mais famílias empobrecidas, condenadas à mendicância pelas ruas.

Não estamos sozinhos nisso. No mundo inteiro são 20 milhões de voluntários; e destes, 1 milhão e 200 mil são do Rotary. O Rotary é o braço voluntário do programa. Por isso estamos aqui para trazer a seguinte mensagem aos que são rotarianos: Aguente firme que falta pouco! E a você que não é rotariano mas que está aqui conosco hoje: Seja um protagonista ao nosso lado. Você poderá dizer com orgulho, “Combati ao lado do Rotary uma batalha pela humanidade, lutei pelos mais fracos, e sobretudo pelas crianças”.

Muito obrigado.

Wan Yu Chih
Coordenador da Campanha End Polio Now Santa Catarina.
Rotary Distrito 4651.
Palestra em evento do Rotary Club de Itapema, SC, 26/06/2015.

 

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